“e— Ei, me devolve? — eu pedi.
— Devolver o quê? — você retrucou.
(A minha armadura de “pessoa forte e bem resolvida que não precisa da ajuda de ninguém pra nada e foda-se você” que você tirou de mim e jogou fora sem nem me perguntar antes se era o que eu queria. Se bem que eu me matei tentando não querer você e não deu em nada. Mas leva embora essa pessoa felizinha que eu viro quando você tá por perto. Essa pessoa que sorri o tempo todo e é gentil com os outros porque tá feliz e quer fazer todo mundo sentir isso também. Devolve o tempo que eu perdi fazendo planos, promessas, diálogos, cenas, que ao mesmo tempo não foi tempo perdido. Tudo que é meu. Mesmo que tudo relacionado a mim fique melhor se estiver relacionado a você, eu quero de volta. Eu me quero de volta. Devolve?)
— Ah, aquele moletom… Sabe qual é, não sabe?
— Mas ele fica melhor em mim, você mesmo dizia… — e você sorriu.
(Yeap. Meu moletom preferido na minha pessoa preferida era mesmo a combinação perfeita. Mas eu também ficava melhor com você, em você, mas isso não mudou nada.)
— Tu tem razão. Deixa quieto.